A desinstitucionalização psiquiátrica possibilitou a reintegração na comunidade, gerando melhorias na qualidade de vida, que ainda não contempla as questões sexuais. Objetivamos avaliar as propriedades psicométricas da Escala de Autoeficácia Sexual–Função Erétil (SSES-E) em pacientes psiquiátricos de um hospital público do município de São Paulo. A SSES-E é um instrumento que avalia a função sexual, composta por 25 itens utiliza o conceito de autoeficácia. Participaram do estudo 20 homens (com idades entre 18 e 57 anos, 80% solteiros), com diagnóstico psiquiátrico (DSM-IV): 35% Transtorno afetivo bipolar, episódio atual maníaco com sintomas psicóticos, 30% esquizofrenia (F 20.0), 15% Psicose SOE (F29.0), 5% Episódio maníaco (F30), 5% Mania com sintomas psicóticos (F30.2), 5% Episódio depressivo grave sem sintomas psicóticos (F32.2) e 5% Episódio depressivo grave com sintomas psicóticos (F32.3). O coeficiente foi de 0,88 (alfa de Cronbach ) para a consistência interna da escala total. Sobre a correlação entre os itens com escore total, nove não foram significativos. A média do escore total das respostas dos sujeitos foi 65,55 (DP=19,79; Min=20,40; Max=86,00). Observou-se variação das médias por diagnóstico psiquiátrico. Para averiguar se essa diferença era significante, a comparação foi feita através da análise de variância (ANOVA). Os resultados indicaram que se agrupados por diagnósticos, os pacientes apresentam diferenças estatisticamente significativas entre eles no escore total (F [6,13]=10,793; p<0,001). Os resultados obtidos são favoráveis ao uso da escala em pacientes psiquiátricos. O bom índice de consistência interna forneceu credibilidade quanto sua precisão. Apesar da não relação de 9 itens, foi possível constatar evidências de validade quanto ao construto pelas outras relações estabelecidas com escore total. A média dos escores dos sujeitos revelou-se intermediária ficando bem próxima a média encontrada na literatura de sujeitos sexualmente disfuncionais e revelou diferença na autoeficácia sexual entre os diagnósticos. Isso sustenta para o instrumento uma possível evidência de validade discriminante, na medida em que determinados diagnósticos e o uso de medicamentos para recuperação dos mesmos podem desfavorecer a função sexual. Novos estudos devem ser realizados para agregar os resultados aqui apresentados.

 

Título: O uso da Escala de Autoeficácia Sexual-Função Erétil (SSES-E) em pacientes psiquiátricos

Autores: Sílvia Camejo; Ítor Finotelli Jr.; Oswaldo Martins Rodrigues Jr.
Palavras-Chave: autoeficácia sexual; pacientes psiquiátricos; avaliação psicológica; comportamento sexual
Categoria: Trabalhos publicados em eventos científicos

 

Referência: Camejo, S., Finotelli Jr., I., & Rodrigues Jr., O. M. (2009). O uso da Escala de Autoeficácia Sexual-Função Erétil (SSES-E) em pacientes psiquiátricos. Trabalho apresentado no XII Congresso Brasileiro de Sexualidade Humana. Revista Terapia Sexual, Foz do Iguaçu, 111-113.


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