A maior discussão sobre a ejaculação precoce pela mídia tem conduzido mais pacientes a ingressarem ao consultório querendo modificar este comportamento sexual. Responderam o Inventário de Sexualidade Masculina – Forma EPII 52 pacientes, com a idade média de 32 anos, casados (55,8%), e com escolaridade superior (71,2%). À época da consulta a masturbação ocorria desde raramente até 3 a 5 vezes por semana, sem sentimentos de culpa em 72%, enquanto que o restante considera que não deveria fazê-lo, sentimentos de culpa ou é um de pecado. Estes homens consideram que o pênis é pequeno (29,7%), 45,6% tinham dificuldades em se envolver afetivamente. São homens que percebem perder a ereção após a ejaculação e reconhecem que algum problema emocional interfere com o ato sexual (47%) ou a preocupação com o ato sexual, às vezes acho que não vou conseguir (35%), mas o cansaço (26%) e o excesso de trabalho (26%) também são percebidos como interferências na atividade sexual. A satisfação sexual com a parceira não ocorre em 53%. Ansiedade e nervosismo ocorre para 25%. Para 40% o medo de não conseguir, de fracassar se encontra presente. Apenas 8% não se sente nervoso e outros 8% confundem o nervosismo com a excitação sexual. Estas informações podem apontar para dificuldades de expressividade emocionais e falta de habilidades sociais de importância que precisam ser consideradas para o tratamento da dificuldade sexual, seja em homens sem parceria sexual ou para homens com parceria estável (precisarão mudar suas formas de expressão para construir um novo formato de relacionamento interpessoal que os auxilie e ter controle sobre a ejaculação). Um fator importante é a auto-percepção de ansiedade associada à queixa sexual. Nesta mesma amostra o Inventário Beck de Ansiedade não apresentou índices acima dos padrões de normalidade para a população brasileira. A ansiedade percebida pode associar-se a pensamentos antecipatórios ou de que a função da atividade sexual seja a ejaculação. Esta compreensão permite definir tratamentos que conduzam à modificação da queixa.

 

Título: Como é o ejaculador precoce que procura tratamento?

Autores: Oswaldo Martins Rodrigues Jr.; Ítor Finotelli Jr.; Diego Henrique Viviani
Palavras-Chave: inventário sexual; ejaculação precoce; disfunções sexuais; sexualidade masculina; etiologia
Categoria: Trabalhos publicados em eventos científicos

 

Referência: Rodrigues Jr., O. M., Finotelli Jr., I., & Viviani, D. H. (2009). Como é o ejaculador precoce que procura tratamento? Trabalho apresentado no XII Congresso Brasileiro de Sexualidade Humana. Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana, Foz do Iguaçu, 57-58.


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