A literatura define autoeficácia como a crença do indivíduo na sua capacidade de desempenho em atividades específicas, ou seja, a capacidade generalizada de organizar habilidades cognitivas, sociais e comportamentais, e orientá-las para um determinado propósito. O presente estudo pretende apresentar os dados preliminares da pesquisa de validação de um instrumento que objetiva avaliar a autoeficácia sexual: o Inventário de Autoeficácia Masculino – Forma E. Trata-se de um instrumento contendo 25 afirmativas sobre o comportamento sexual (Ex.: Pensar na relação sexual sem ficar ansioso ou com medo) distribuídas em quatro fatores específicos (desejo, excitação, orgasmo e desempenho), nas quais o sujeito deve assinalar na coluna 1 se acredita ser capaz ou não de realizar tal comportamento e especificar na coluna 2 qual o seu grau de certeza numa escala de 10 a 100, sendo 10 para “quase sem certeza” e 100 para “certeza absoluta”. Os dados aqui apresentados correspondem à aplicação realizada junto a uma amostra de 169 homens com média de idade de 35 anos (DP = 9,23; Idade mínima = 18 anos; Idade máxima = 62 anos),  dos quais 40,2% eram solteiros, 47,9% casados, 11,2% separados e 0,6% viúvos. Todos os sujeitos apresentavam algum tipo de queixa sexual: 52,1% com disfunção erétil, 29,6% com ejaculação rápida e 18,3% não souberam especificar a queixa. A análise estatística dos dados foi realizada por meio da aplicação do teste α de Cronbach (nível de significância de 0,001) para o estudo da precisão e consistência interna do referido instrumento. Considerando-se os quatro fatores que compõem o instrumento a precisão foi de 0,71 para a escala de desejo, 0,83 para a escala de excitação, 0,71 para a escala de orgasmo e 0,77 para a escala de desempenho. Considerando-se os tipos de queixa a precisão foi de 0,93 para disfunção erétil, 0,76 para ejaculação rápida e 0,94 para queixa não especificada. Tendo como base a resolução nº002/2003 do Conselho Federal de Psicologia, que regulamenta o uso dos testes psicológicos no Brasil, que determina a precisão mínima de 0,60 para um teste ser aprovado para utilização, podemos afirmar que os primeiros estudos sobre o Inventário de Autoeficácia Masculina – Forma E demonstram ser este um instrumento que apresenta um adequado nível de precisão, podendo, portanto, ser utilizado como importante ferramenta auxiliar na avaliação psicológica do paciente com queixa sexual. Salientamos contudo, que novos estudos estão sendo realizados como o objetivo de avaliar a validade de construto, a validade discriminante, a validade fatorial e de critério. Pretendemos ainda, realizar aplicações e análises em outras populações distintas. Nossa preocupação maior concentra-se em apresentar um instrumento adequado para auxiliar o terapeuta sexual não apenas na avaliação psicológica inicial do paciente, como também possa ser utilizado como medida de modificação de comportamento ao longo do processo terapêutico.

 

Título: Escala de Autoeficácia Sexual - Forma E - estudo de validação para uso clínico no Brasil

Autores: Oswaldo Martins Rodrigues Jr.; Elaine Cristina Catão; Ítor Finotelli Jr.; Fernanda Robert de Carvalho Santos Silva; Diego Henrique Viviani
Palavras-Chave: autoeficácia sexual; avaliação psicológica; instrumentos de medida; psicoterapia sexual

Categoria: Trabalhos publicados em eventos científicos

 

Referência: Rodrigues Jr., O. M., Catão, E. C., Finotelli Jr., I., Silva, F. R. C. S., & Viviani, D. H. (2007). Escala de Autoeficácia Sexual - Forma E - estudo de validação para uso clínico no Brasil. Trabalho apresentado no IX Congresso da Sociedade Latinoamericana de Medicina Sexual. Sociedade Latinoamericana de Medicina Sexual, Lima, 49-49..


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