Dentre os procedimentos para a avaliação de mudança em psicoterapia utilizados em métodos intensivos de caso único  há, por exemplo, as Escalas para Avaliação da Aliança Terapêutica, compostas por duas escalas: Escala de Colaboração (EC) e Escala de Variáveis Mediadoras (EVM). A EC visa “determinar a extensão em que o paciente está fazendo uso do tratamento como fonte para mudança construtiva”. Com base na descrição de cinco níveis possíveis de colaboração do paciente, os juízes devem avaliar em que medida “ele trabalha ativamente na sessão; traz temas significantes e material para o tratamento; fornece informações e expressa sentimentos; faz bom uso dos esforços do terapeuta; aplica o trabalho feito na terapia (ex: insights e conselhos) na vida fora da terapia e adota funções terapêuticas (ex. auto-observação) para conduzir o trabalho independentemente”. Os níveis variam desde baixa colaboração (nível 1), até alta colaboração (nível 5), podendo haver pontuações intermediárias (1,5 até 4,5). A EVM visa avaliar: 1. a confiança do paciente no envolvimento, habilidade e motivos do terapeuta; 2. o sentido de aceitação vivida pelo paciente; 3. o grau de otimismo sobre os resultados da terapia; 4. a expressão do afeto. Como na ECo, cada uma destas quatro variáveis deve ser avaliada segundo cinco níveis de intensidade, devidamente definidos de forma operacionalizada. Outr instrumento clínico é a Escala de Resultados - ERs  – Fornece um escore da qualidade dos resultados obtidos por sujeitos submetidos a psicoterapias psicodinâmicas, a partir do somatório dos pontos atribuídos a mudanças verificadas em nove critérios: 1. remissão do sintoma, 2. relação interpessoal, 3. auto-estima, 4. novas atitudes, 5. novos aprendizados, 6. resolução de problemas, 7. auto-compreensão, 8. desempenho no trabalho, 9. predisposição interna específica (PIE). Cada um destes critérios é avaliado considerando-se o montante de mudanças conseguidas quando se compara a situação do sujeito ao final da terapia, com a do início. A pontuação para cada critério é dada da seguinte forma: os oito primeiros critérios, valendo 50% do escore total, podem receber entre 6 e 7 para “recuperado”, 4 e 5 para “ muito melhor”, 2 e 3 para “ um pouco melhor” e -1, 0 ou 1 para “ inalterado ou pior”. O nono critério (PIE), recebe os outros 50% do escore total. Este último pode variar entre: 14 e 1, sendo que : 14 a 11 corresponde a “recuperado, 10 a 7 “muito melhor”, 6 a 3 “pouco melhor e  -1 a 2 “inalterado” ou “pior”.

 

Título: Instrumentos de avaliação em psicoterapia breve
Autores: Ítor Finotelli Jr.; Elisa Medici Pizão Yoshida
Palavras-Chave: psicoterapia psicodinâmica; método intensivo de caso único; escala clínica; pesquisa de processo; pesquisa de resultado
Categoria: Trabalhos publicados em eventos científicos

 

Referência: Finotelli Jr., I., & Yoshida, E. M. P. (2006). Instrumentos de avaliação em psicoterapia breve. Trabalho apresentado no I Simpósio Internacional de Pesquisa em Psicoterapia. Instrumentos de avaliação em Psicoterapia Breve, Campinas 95-101.


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